É um espectáculo sobre as memórias que a coreógrafa Olga Roriz guarda de Viana do Castelo, cidade onde nasceu.
Olga Roriz assume a direcção do espectáculo e a selecção musical, que vai de Amália (é com o fado “Havemos de ir a Viana” que “Nortada” começa) aos Dead Combo. No palco há uma mesa e uma seara de milho, símbolos do “interior e exterior” que habitam as memórias de Roriz.
“Ternura e muita sensibilidade” é o que Olga Roriz tem em relação às suas memórias de Viana do Castelo, de onde saiu aos três anos para ir viver em Lisboa. Apesar disso, durante 18 anos passou lá férias. “As férias são sempre um sítio de liberdade - podes encontrar- te sozinha, tens o primeiro namorado, tens mais liberdade do que na cidade”, explica à Renascença.
“[Viana do Castelo] É a terra onde tenho família e amigos. É uma terra forte, com costumes fortes, festas, cor”, refere a coreógrafa. O título da peça refere-se ao famoso vento de norte, forte e frio, que atinge a cidade. “Não gosto do vento de Viana do castelo: não pára, é uma irritação”, conta.