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  • 10 de Fevereiro, 2012
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Quando danço, que diferença faz como sou?

Quando danço, que diferença faz como sou?

Na Associação dos Amigos de Arte Inclusiva, 100 pessoas crescem com a dança.



Uns ensinam, outros aprendem, uns com e outros sem deficiência. Dança contemporânea, tão somente, "quando os dançarinos falam por si só". É isto, assim, que Henrique Amoedo, director artístico da companhia Dançando com a Diferença, gostava de ver em cartaz brevemente.

Mas, para já, sabe que o caminho a percorrer na mentalidade da maioria das pessoas é longo e que permanecem as distinções entre bailarinos sem e com deficiência. Aquilo que absorve 24 horas do dia deste antigo corretor chama-se, então, dança inclusiva.

Ela foi o tema de mestrado em Dança que levou este cidadão brasileiro, licenciado em Educação Física, a vir para Portugal; foi com ela que bateu à porta de várias câmaras municipais neste país; e foi por ela que aceitou o convite feito pelo governo regional da Madeira para, em 2001, liderar um projecto de ensino especial naquele arquipélago.

Durante cinco anos, Dançando com a Diferença foi um projecto-piloto que, de tão bem-sucedido, resultou em associação autónoma, e que espera formalizar-se como instituição de utilidade pública em 2011.

O que, explica Henrique Amoedo, poderá vir a ajudar no financiamento do projecto, que neste momento recebe apenas apoio da região autónoma da Madeira e da Câmara Municipal do Funchal. Saiba mais na edição impressa de hoje do Negócios, na rubrica Remar Contra a Maré, ou na versão E-Paper.

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