Género
Poemas
Título Original
Milton
Quem
William Blake
Ano
2009
-
Link Promotora
Editora
Antígona
Número de Páginas
293
Tradução
Manuel Portela
-
Locais Venda
Milton continua a publicação das obras de William Blake (1757-1827, artista e poeta), que a Antígona encetou em 1994, com a primeira edição de Cantigas da Inocência e da Experiência, sempre pela experiente e poética mão de Manuel Portela.
Milton encena a viagem de autodescoberta e renovação do herói que lhe dá título.
No primeiro livro do poema, John Milton regressa do céu ao mundo dos mortais.
Sob a forma de um cometa, penetra no corpo de William Blake.
A relação entre o poeta vivo e o seu predecessor dramatiza as pulsões contrárias da consciência individual, e uma luta sem tréguas pela afirmação da imaginação e da visão contra a mera exterioridade do mundo material. No segundo livro, Milton une-se à sua emanação feminina, Ololon, progredindo em direcção à superação apocalíptica das divisões entre sexos, entre vivos e mortos, e entre a consciência humana e as suas projecções alienadas no mundo exterior.
Este enredo integra inúmeras referências e alusões, que vão desde a Bíblia à vida pessoal de Blake, em particular a difícil relação com o seu mecenas William Hayley.
Mas a reescrita dos mitos da criação e a recriação mítica de factos biográficos são apenas duas das múltiplas dimensões desta viagem psiconáutica.
Milton é também uma obra sobre a dilaceração do sujeito humano e sobre a presença das forças genesíacas e apocalípticas do universo na forma e nos desejos do corpo.
A sua fantasia visionária é, antes de mais, um produto da letra e da escrita como invenção simbólica do humano e como emulação da forja criadora.
Como nos restantes livros iluminados, os actos de escrever, desenhar, gravar, imprimir e pintar parecem conter, nas suas interacções, a própria possibilidade do pensamento.
À venda nas livrarias a partir de 20 de Novembro.