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  • 16 de Março, 2010
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Os Objectos Chamam-nos

Os Objectos Chamam-nos

  • Género

    Outros

  • Quem

    Juan José Millás

  • Ano

    2010

  • Origem

    Espanha

  • Editora

    Planeta

  • Número de Páginas

    296

  • Locais Venda

    • Todo o País

Juan José Millás actua neste livro como um mestre das distâncias curtas.



Cada um destes textos, breves como um clarão, ilumina um segredo, revela um mistério, provoca uma pergunta.

Todos, sob essa escrita rigorosa e veloz, escondem uma surpresa.

Inimitável mistura de humor, pânico, ironia, nessa atmosfera entre realista e onírica que caracteriza a escrita de Millás.

O misterioso espreita-nos ao virar da esquina, no interior de nós próprios.

Mulheres grandes que sonham com homens diminutos.

Manequins que transpiram.

Frangos que vão do mercado para casa, mas que jamais aparecem na mesa.

Mentiras que se transformam em realidades inexplicáveis.

Fósforos velhos que iluminam salas antigas.

Pequenos mal-entendidos que dão lugar a perguntas fundamentais.

Delírios sensatos.

Bom senso delirante…

Este é o mundo de Juan José Millás.


Juan José Millás nasceu em Valência, em 1946. É autor, entre outras obras, dos romances como Cerbero Son las Sombras (Prémio Sésamo, 1974), A Desordem do Teu Nome, A Saudade É Isto, Laura e Júlio, Assim Era a Solidão (Prémio Nadal, 1990), Duas Mulheres em Praga (Prémio Primavera de Romance, 2002), O Mundo (Prémio Planeta 2007, Prémio Nacional de Narrativa 2008). Com este livro, é também um dos finalistas do Prémio Literário Casino da Póvoa de 2010. É já na maturidade que Juan José Millás se dedica ao jornalismo. Cronista regular do diário El País, a sua prosa jornalística, várias vezes premiada, criou tantos apaixonados como a sua literatura. Numa escrita sempre psicanalítica e profunda, mas também viva na criação de ambientes, o autor criou uma obra ímpar já traduzida em vinte e três línguas. Os Objectos Chamam-nos é o seu mais recente título.


"A minha mãe não era capaz de resolver um problema se não o transformasse previamente num drama. Da mesma maneira que um matemático não compreende a realidade até que a apanha numa equação, ela não entendia uma dificuldade doméstica se não a transformasse numa catástrofe. Nós, os seres humanos, somos estranhos; precisamos de elaborar as matérias-primas, sejam batatas ou mercúrio, para lhes dar um uso final. Não compreendemos o ouro até o transformarmos num pingente. Podíamos desfrutar dele tal como se encontra na natureza, mas não. Precisamos de o extrair da dura terra, fundi-lo, moldá-lo e pô-lo à venda. Então dizemos: ‘Fantástico. Como o ouro é belo."
Juan José Millás, Os Objectos Chamam-nos


«Millás oferece ao leitor o trabalho já feito: ‘desfamiliariza’ o quotidiano, torna suspeito o normal e normaliza o absurdo»,
El Periodico de La Catalunya

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