A Casa da Música apresenta amanhã o livro "Casas da Música no Porto: para a história da cidade", de Ana Maria Liberal, Rui Pereira e Sérgio Costa Andrade, disse hoje à Lusa fonte da instituição.
A obra, dividida em dois volumes, pretende ilustrar a actividade musical da cidade através dos locais onde a música foi dada a ouvir no Porto, nos dois últimos dois séculos e meio.
Antes da Casa da Música, o primeiro edifício exclusivamente dedicado à música a ser construído no Porto, outras casas da música criaram na cidade uma longa tradição musical que, na sua faceta de actividade lúdica em espaços públicos, começou a desenvolver-se a partir da segunda metade do século XVIII.
Nos últimos dois séculos e meio o Porto assistiu a um enorme desenvolvimento da actividade artística e da própria arquitectura das salas de espectáculos, o qual é relatado tendo em conta os seus protagonistas.
Esta evolução começa com o Teatro do Corpo da Guarda, construído nas cocheiras do palacete do Duque de Lafões, em 1760, prosseguindo até à inauguração da Casa da Música, em 2005.
Espaços como o Real Teatro de São João, os teatros das Carmelitas, o Teatro Baquet, o Príncipe Real (hoje Sá da Bandeira), da Trindade, Chalet, Vasco da Gama, D. Afonso, ou o Palácio de Cristal, são alguns dos locais em destaque num livro que fala, também, de alguns clubes privados e sociedades de concerto do Porto Oitocentista.
O primeiro volume de Casas da Música no Porto, agora apresentado, versa sobre os séculos XVIII e XIX; o segundo, a publicar em 2010, sobre os séculos XX e XXI.
Ilustrado com gravuras, fotografias e documentos da época, Casas da Música no Porto, o livro foi paginado pelo atelier R2 design.
O livro, uma edição Casa da Música, é publicado, simultaneamente, em versão inglesa, com tradução de Karen Bennett, sob o título Palaces of Melody.