O fundador e diretor de A Cornucópia disse hoje à agência Lusa que, com os cortes nos subsídios estatais para 2012, a companhia fica sem dinheiro para a produção, o que faz com que tenha de «reduzir a atividade ao mínimo».
Luís Miguel Cintra falava à Lusa a propósito do corte orçamental previsto de 38 por cento nas comparticipações a conceder pela Direção Geral das Artes em 2012, em relação ao valor contratualizado em 2011 que, no caso da Cornucópia, foi de 530 mil euros.
«O que acontece é que com a situação que se prevê para o ano que vem, e com os cortes que serão aplicados, a nossa estrutura fica sem dinheiro para fazer produção», o que provocará, a nível geral, «a redução ao mínimo da atividade, o que significa conduzir a que os teatros estiolem por si próprios, diminuindo cada vez mais [as programações] ou então não conseguindo mesmo fazê-las», sublinhou.
Diário Digital / Lusa